“Jesus tomando a palavra perguntou-lhe: “Que queres que te faça?” __ “Raboni, respondeu-lhe o cego, que eu veja!” Jesus disse-lhe: “vai, a tua fé te salvou.” No mesmo instante ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho”. ( Mc 10, 46)
É interessante seguir o caminho que Jesus faz com o cego Bartimeu para mostrar a ele o seu amor infinito: Vai a tua fé te salvou. Jesus diante deste cego que gritava por um socorro, por uma cura, se aproxima e faz uma pergunta que aos nossos olhos parece esquisita: o que queres que eu te faça?
Para nós parece que Jesus ficou doido, o que um cego pode querer a não ser enxergar, mas Jesus não quer só curar a sua cegueira física, Ele quer curar todo o seu ser. O escutar do cego a resposta: “que eu veja” deu a possibilidade a Jesus de entrar profundamente no seu coração e mostrar a Bartimeu que a coisa menos importante para uma vida nova era a cura da sua cegueira, mas a cura do seu coração ferido. O nosso Deus gosta de escutar da nossa boca o que nós estamos precisando, o que queremos que Ele faça, não é maravilhoso.
Por isto a Palavra nós diz: “pede e vós serás dado...” A minha atitude deve ser sempre de louvar a Deus pelas maravilhas que Ele faz em nós. Louvar é agradecer a Deus por tudo que Ele fez e fará por nós. Nós necessitamos de louvar a Deus, o nosso corpo precisa louvar a Deus, como Davi dançava na presença de Deus, eu preciso adquirir esta liberdade, louvar a Deus em todas as circunstâncias. Deus cria tudo para nós, a natureza, homem, tudo é para nosso louvor. Sempre encontramos pessoas negativas, mas Deus precisa ser louvado, só o louvor nos coloca em uma atitude positiva diante de tudo que Deus faz por nós. Você deve pedir a cura louvando a Deus na certeza que Deus quer te curar, a grande graça que Deus nos pede é sempre ficar no louvor. Dos nossos lábios deve sair sempre o louvor, Ele me amou desde a eternidade. Um dia uma das consagradas da Comunidade me contou uma experiência que mudou a sua vida. Nelmi descobriu o louvor. A experiência de louvor que ela viveu mudou a sua vida, eis o que ela nos conta: “tive uma experiência muito forte de louvor, era uma pessoa insegura, preocupada comigo mesma, sempre pensando que não servia para nada, sem solução para minha vida. Em um momento de oração a pessoa que nos conduzia convidava a louvar a Deus e eu não achava nenhum motivo, mas comecei a me abrir a ação de Deus e comecei a ver coisas maravilhosas e a enxergar tantos motivos.
Hoje não tenho tempo para olhar para mim mesma por que tenho tantos motivos para agradecer a Deus”. E é assim mesmo, o não louvar nos faz ficar doente, nos fecha em nós mesmos, nos faz ficar depressivos, ao contrário, o louvor nos liberta nos joga para o alto. E na medida em que vou louvando a cura vai acontecendo porque coloco os meus olhos em Deus e não nos meus problemas. Devo a cada momento buscar motivos para louvar a Deus e viver no amor de Deus que nos cura.
Também Viviane, descobriu a beleza da vida através do louvor. Eis o que ela nos conta: “eu era cheia de complexo, não me aceitava como era, achava que ninguém gostava de mim, vivia no meu mundo e um dia rezando diante da eucaristia vivi uma experiência bonita, com o Sl 138, ‘sede bendito por ter me feito de uma forma maravilhosa’... fiquei repetindo várias vezes este versículo e comecei a louvar e exaltar a Deus por me ter feito maravilhosa, comecei a louvar a Deus por tudo o que eu era, por Deus ter me criado do jeito que eu sou, quando sai da capela vi que tudo era diferente, que eu era bonita, que as pessoas eram bonitas, a natureza, tudo ao meu redor ficou transformado, porque comecei a ver tudo com os olhos do salmista ‘sede bendito por ter me feito de uma forma maravilhosa’ ”.(Sl 8)
Este é o segredo da cura: Louvar a Deus por tudo.
Pe. João Henrique
Formação extraída do arquivo da revista de 2004
Dt 1, 31: “No deserto, tu mesmo o viste como o Senhor, teu Deus, te levou por todo o caminho por onde andaste como um homem costuma levar seu filho, até que chegásseis a este lugar”.
Deus é um Pai amoroso que nos conduz (cf. Os 11). Cada dia me convenço mais e mais desta grande verdade. Sem uma profunda experiência do amor paterno de Deus por nós, jamais teremos o coração curado. Quando nos aprofundamos no infinito amor de Deus, vamos percebendo sua presença em nossa vida. Ter o coração curado é viver na presença de Deus. No ministério de Cura Interior é muito importante levar a pessoa a fazer uma releitura de sua vida, procurando perceber a ternura e o carinho de Deus em todos os momentos e em todas as situações. É nesse sentido também que podemos compreender a oração das etapas cronológicas. Do contrário, seria uma terapia barata ou até mesmo um infrutífero rememorar do passado. Nosso Deus nos pega no colo. Ele cuida de nós.
Retirado do livro: Seja feliz todos os dias!
- O que é uma Consagração e a quê nos conduz?
A consagração é uma promessa de amor que se faz a Jesus, através da qual se Lhe oferece tudo o que se é, o que se tem e se faz; tudo através do Coração Imaculado da Virgem Maria, para que, por graça destes Dois Corações, cada um de nós viva plenamente entregue à vontade do Pai.
A meta de toda consagração é Jesus; neste caso, a Virgem Maria é o meio eficaz para alcançar maior união com Cristo e é uma fonte de proteção maternal contra Satanás.
Está claro que não podemos separar Jesus de Maria, assim o enfatiza João Paulo II: “Nossa relação interior com a Mãe de Deus dimana organicamente de nosso vínculo ao mistério de Cristo…” (Cf. Testemunho de João Paulo II com relação à Preparação para a Consagração Total, segundo São Luís Maria Grignion de Montfort)
Este é o caminho que buscam aqueles que fazemos a consagração que aqui propomos: aproximarmo-nos de Jesus através do amor da Mãe Santíssima e consagrarmo-nos inteiramente a Ele.
Sabemos conscientemente então, que isto significa viver fora do pecado, obedecendo aos mandamentos que Jesus nos deixou, ratificando nossa fé e “construindo Igreja” ao procurarmos ser cada dia mais santos.
Motivos para consagrar-se
Se levamos a religião a sério, estaremos de acordo em que precisamos andar pelo caminho da santidade, e melhorar dia a dia nossa maneira de agir, de falar e de pensar.
Mas acontece que muitas vezes não encontramos a maneira de mudar tudo aquilo que nos prejudica diante dos olhos de Deus, de nossos semelhantes, e diante de nós mesmos. Mais ainda, na maioria das vezes nem sequer somos conscientes do quê está ruim; mas de vez em quando nos sentimos indignos de receber tanta bondade, tanta graça e bênção da parte de Deus.
É que verdadeiramente temos tanto para agradecer ao Senhor… tantas maravilhas…! O amor do esposo ou da esposa, dos filhos, dos pais, do namorado ou namorada, de seus irmãos, de algum outro ente querido… Na verdade é o Senhor que o ama através dessas pessoas, é Ele quem quer estar em todo lugar abraçando-o. Sinta Jesus assim, como o Ser mais terno que o protege e que quer ser seu amigo sempre.
E como responder a esta infinita maravilha? Correspondendo ao amor com amor!
Apesar das aparências, não pretendemos vender a você um produto, amigo leitor, queremos que você se enamore de Jesus, simplesmente porque Ele está enamorado de você, embora talvez em um rasgo de acertada e sã humildade, você creia que não merece…
Por isso lhe propomos que se consagre ao Seu amor misericordioso. E lhe oferecemos a ferramenta de que necessita para fazê-lo: consagre-se totalmente a Jesus através do Imaculado Coração de Sua amadíssima Mãe, já que, por meio desta prática humana e divina, você dará toda a glória ao Senhor.
Há um requisito essencial: você deve deixar tudo de lado e estar realmente disposto a lutar contra o pecado; deverá se introduzir e se manter em um estilo de vida que lhe permita caminhar de acordo com os desígnios e a vontade do Coração de Jesus.
Ele assim deseja, quer que aperfeiçoemos nossa vida cristã a cada dia: “Se me amais, guardareis meus mandamentos.” (Jo 14,14) “Sede perfeitos como vosso Pai que está no Céu é perfeito” (Mt 5,48). “Quem diz que permanece nEle, deve viver como Ele viveu.” (1 Jo 2,6)
Se lhe trazemos estas citações bíblicas agora é para lhe recordar que, como batizados, devemos buscar a santidade, e para que tome consciência do valor e da imensa ajuda que pode lhe dar a consagração na realização deste objetivo, que deveria ser o propósito de todo batizado.
No entanto, é importante que saibas também o enorme compromisso que uma consagração acarreta, já que depois você deve imitar a vida que teve Jesus e a vida que viveu Maria. A luz que brilhou nos corações de Jesus e de Maria foi o desejo, absoluto e permanente, de fazer em tudo a vontade do Pai. Essa deverá ser sua meta também, uma vez que se tenha consagrado.
Se verdadeiramente você tem este propósito, deve saber que a disponibilidade de sua alma permitirá a nossa Mãe fazer de você um prolongamento de Si mesma, para apresentá-lo depois diante do Senhor, pois Ela será a intercessora em sua conversão voluntária.
Como diz São Luís Maria Montfort, “Este compromisso de vida, estimulado constantemente por um conhecimento vital da mãe de Deus, traduz-se por sua vez em uam verdadeira e permanente relação íntima com o coração Imaculado de Maria”. (“Preparação para a Consagração Total”)
O Ato de consagração total a Maria
É um ato de devoção que contém todos os demais. Tal qual o expõe S. Grignion de Montfort, consiste em se dar inteiramente a Jesus por Maria, e compreende dois elementos: um ato de consagração, que se renova de tempos a tempos, e um estado habitual que nos faz viver e operar sob a dependência de Maria.
O ato de consagração, diz S. Grignion, «consiste em se dar todo inteiramente, em qualidade de escravo, a Maria e a Jesus por Ela». Ninguém se escandalize com o termo escravo, ao qual se deve tirar todo o sentido pejorativo, isto é, toda a idéia de coação: este ato, longe de implicar violência, é a expressão do amor mais puro. Não se conserve pois, senão o elemento positivo, tal qual o explica o Bem-aventurado: Um simples servo ou criado recebe soldo, fica livre de deixar o patrão e não dá mais que o seu trabalho; não dá a sua pessoa, os seus direitos pessoais, os seus bens; um escravo consente livremente em trabalhar sem soldo; confiando no senhor, que lhe assegura sustento e abrigo, dá-se para sempre, com todos os seus recursos, a sua pessoa e os seus direitos, para viver em completa dependência dele. (Compêndio de Teologia Ascética e Mística, 170)
Apresentação da Consagração Total
Quantas vezes em sua vida você se propôs “firmemente” a realizar uma mudança de vida radical e definitiva?… Quantos Natais e Anos Novos, quantas Quaresmas e Pentecostes passaram sem que você conseguisse fazer isso?
Ânimo! Isso acontece a todos nós… E embora digam que “o mal de muitos é consolo de tolos”, de alguma forma nos tranqüiliza saber que o que nos acontece é bastante “normal” e freqüente.
Quantas vezes não fazemos o bem que queremos, mas o mal que detestamos!, como dizia o próprio São Paulo… (Cf. Rom 7, 14ss). É que isso acontece a todos nós (ou a quase todos), por nossa natureza decaída; porque, como diz São Paulo, por ser homens de carne, estamos “vendidos ao pecado”…
Mas quando prevalece em nós a pureza de intenção, e colocamos nossa esperança no Senhor, Ele mesmo vai colocando ao nosso alcance valiosos instrumentos para obtermos Sua Graça; em primeiro lugar, é claro, através dos Sacramentos.
Precisamente nesta oportunidade, queremos compartilhar consigo um escrito valiosíssimo, ao qual já fizemos referência no Nº 6 de Jesucristo Vivo (obs.: publicação do ANE no México); um documento reconhecido pela Igreja Católica e recomendado pelo Santo Padre para o crescimento espiritual de quem certamente deseja avançar no caminho da fé e da santidade.
Como dissemos naquela edição de nossa revista, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria é um livro que provocou uma mudança decisiva na vida de João Paulo II, e de muitas almas ao longo da história. Naturalmente, também pode servir para você… Na introdução dessa mesma obra lemos o seguinte: “Este é um livo precioso: escrito por um santo, meditado pelos santos, e que tem a bela missão de formar os santos de Deus. Agora está em tuas mãos, para que também possas ser santo…”
Este documento fundamental, de São Luís Maria Grignion de Montfort, ajuda-o a renovar, através de uma intensa preparação, a entrega a Deus que deveria ser nosso destino principal, a partir do batismo.
Com efeito, se ao sermos batizados renunciamos ao pecado, assumimos um compromisso com Cristo e entramos nEle e em Sua Igreja, pelo desejo amoroso de nossos pais e padrinhos; ao fazer volunt[aria e conscientemente esta consagração agora, já como adultos, renunciaremos consciente e definitivamente ao pecado, renovando voluntariamente as promessas do batismo, e assim nos entregaremos plenamente a Deus em Jesus Cristo, por meio de Maria.
A consagração é uma experiência espriitual que tem toda a força para elevá-lo a uma visão diferente das coisas. Se você se animar a fazê-la, é possível que inicialmente não compreenda, ou não aprecie em toda sua grandeza a quê o conduzirá esta prática, mas estamos certos de que o Senhor, com o passar do tempo, irá fazendo Sua parte, e seu coração se unirá de um modo definitivo ao Seu Sacratíssimo Coração, através do Coração Imaculado de Maria.
Isto é tão certo, que o próprio São Luís Maria Grignion de Montfort escreve neste tratado ao qual nos referimos: “Infinitamente mais do que aqui te digo, mostrat-te-á a experiência; e tantas riquezas e graças encontrarás na prática, se fores fiel no pouco que aqui te digo, que ficarás surpreendido e com a alma cheia de júbilo” (SM 52 “Preparação para a Consagração Total”)
Consagramo-nos através de Maria porque ninguém, nenhuma alma de homem mortal, submeteu seu coração à Vontade de Deus de maneira mais pura e completa do que a Santíssima Virgem… Por isso é a Mãe da Igreja, e foi por isso que Jesus, na hora de sua morte, a entregou a João, e a todos nós através dele, como o guia mais sublime para chegar ao Céu.
Sem dúvida, a consagração não é uma “receita mágica” para obter a salvação, pois tal receita não existe, e mentiríamos se a apresentássemos agora, mas você pode estar certo de uma coisa: se você se consagrar e for fiel a suas promessas, com a graça de Deus você aprofundará sua conversão para Cristo, para poder chegar um dia ao Céu.
Fonte: Fátima Hoje Durante as próximas missas de cura e libertação falaremos mais sobre a consagração e caso queiram fazê-la dias 8 de dezembro será o dia da CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA.
Para se começar bem o dia podemos iniciar meditando a palavra Deus. Basta fazermos alguns passos simples através da Lectio Divina ou Leitura Orante da Palavra. A meditação pode ser feita de maneira bem simples e rápida, leva por volta de 30 minutos, depois disso você escolhe uma palavra para vivê-la durante o dia. Você poderá colocá-la em vários lugares: escrita no pulso, no relógio, na cruz, no celular, tudo isso para vivermos a palavra de Deus. Veja alguns passos para a se fazer a Lectio Divina
Um dia, em Medjgorje, a Virgem Maria nos pediu para viver a seguinte mensagem: “Filhos queridos, vos convido à conversão individual. Este tempo é para vós, porque o meu Filho dileto sem a vossa cooperação não pode realizar o que deseja. Filhos queridos, orai a fim de que possais crescer espiritualmente e ficar mais próximos de Deus; entrego-vos as cinco pedrinhas que representam as armas contra vosso gigante Golias, com as quais podereis vencer qualquer batalha”.
Maria, Imaculada do Espírito Santo, jamais nos desamparou; antes, continuamente iluminou nossos passos. Retomamos o convite que Ela, docemente, faz a todos nós, seus filhos: contra os “nossos Golias”, armemo-nos com as Cinco Pedrinhas: Eucaristia, Confissão, Palavra de Deus, Jejum e Santo Rosário.
A Eucaristia é o mesmo Jesus de Nazaré vivo, verdadeiro e ressuscitado. Não é uma presença simbólica de Jesus, mas sua presença real. A Santíssima Eucaristia é o Sacramento do Amor de Jesus, através do qual Ele se doa a nós como Pão Vivo descido do Céu. Não é por acaso que a Virgem Santíssima nos indica a Eucaristia como “primeira pedra” para defender-nos do nosso gigante Golias.
A Confissão é o Sacramento da Reconciliação. É necessário que estejamos sinceramente arrependidos para receber a absolvição dos nossos pecados. Este sacramento não é um castigo, mas o presente de Páscoa de Jesus ressuscitado. Depois da ressurreição, Jesus apareceu aos seus apóstolos, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22s). Esta é a “segunda pedra” que Maria nos oferece.
A “terceira pedra” a que Maria se refere, é a leitura e meditação da Palavra de Deus. A Palavra de Deus é luz que te faz sair das trevas do pecado. É a palavra da verdade, que nos liberta da mentira.
O Jejum é a “quarta pedra”. É um sacrifício, uma penitência, que ajuda a crescer na humildade e a fortificar a nossa vontade para resistir às ciladas do inimigo de Deus. A Virgem pede o jejum a pão e água em Medjugorje, mas o jejum pode ser feito de diversos modos. Isto implica uma privação. Podemos jejuar com os olhos, evitando querer uma coisa que não podemos ter; com a boca, evitando dizer palavras que ofendam os nossos irmãos. Enfim, pode-se jejuar comendo menos do que se deseja. O jejum nos purifica e fortifica.
Rezar com o coração o Santo Rosário é a “quinta pedra”, e é tão recomendado por Nossa Senhora em suas aparições. Através da meditação dos mistérios temos a oportunidade de percorrer toda a vida de Jesus e de contemplar o Seu nascimento, a Sua morte e a Sua ressurreição.
Testemunha-se muitas graças recebidas pelas pessoas que se dedicaram mais a devoçao às Cinco Pedrinhas. Não é fácil e nem simples, mas essas armas que Nossa Senhora nos dá não podem ficar guardadas, tampouco devem ser somente usadas nos momentos complicados. Muito pelo contrário, devemos integrá-las à nossa vida comunitária do dia-a-dia!
Nas próximas 7 semanas serão abordados temas sobre Cura de Gerações. Em nosso site colocaremos alguns textos sobre o assunto para nos ajudar com a formação.
Confira abaixo...
A INFLUÊNCIA DOS ANTEPASSADOS (PE. RUFUS) “Aos poucos fui percebendo que as causas dos nossos problemas podem estar relacionados com fatos que aconteceram até muito antes de nossa concepção. Antes mesmo de estarmos existindo – por causa de coisas que aconteceram com nossos pais, avós, bisavós…
Você pode estar perguntando: como algo que aconteceu há um século, dois séculos atrás pode me afetar hoje? E a origem está na Doutrina Católica do pecado original. Porque os nossos pais pecaram contra Deus, o seu pecado – não o seu pecado, mas as conseqüências do seu pecado – foram transmitidas de geração a geração. Não porque Deus está com raiva da gente, com ira, mas Deus permite que as conseqüências do nosso mal tenham seu efeito.
Mesmo fisicamente as doenças podem ser transmitidas de geração a geração muito mais de forma emocional, espiritual, diabólica são transmitidas.
Foi especialmente nos últimos três anos que compreendi com clareza a importância da oração pelos ancestrais e pela árvore de família. Porque nos últimos três anos eu dei muitos retiros na Europa Central – Alemanha, Áustria; países que viveram sob o domínio comunista: a Croácia, Jordânia; e eu percebi nestas pessoas quando vinham para aconselhamento, tinham pelo menos um ancestral que tinha sido morto na guerra ou tinha tido um ancestral que tinha assassinado uma pessoa. Esta é a realidade na Europa cristã, na Europa católica; banhada em sangue de milhões de pessoas. Que continente triste! E eu estou também convencido, depois de ter ouvido tanta coisa no ano passado, neste ano, que também que o Brasil mais precisa, é não somente a cura e libertação das práticas ocultas que se faz hoje, mas a cura das práticas ocultas feitas pelos nossos ancestrais. Eu sei que muitos não acreditam que isto possa acontecer, eu mesmo sou muito intelectual, muito racional, não acredito nas coisas simplesmente porque alguém me disse, mas sou forçado a aceitar estas coisas baseado nas evidências. Sei também que o que estou dizendo para vocês são más notícias! Mas a boa notícia é que Jesus veio para nos curar não somente no presente, mas também no passado. Não somente no nosso passado individual, mas no nosso passado de geração.
* Padre Rufus é sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. É doutorado em Teologia Bíblica. É professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios. É também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas.
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Queridos Internautas, estaremos colocando em nosso Blog da Escola de Cura e Libertação os textos relacionados aos temas propostos das próximas missas.
Nosso próximo tema será a IRA.
Ira (Orge: patologia daquele que é irascível, impaciência). Trata-se de uma reação ativa perante os desejos não realizados. Para Evágrio, a Ira toma conta da pessoa como se fosse uma coisa alheia a ela mesma. Ele a considera a mais forte das paixões, como que uma rebelião da parte irritável da alma humana que se levanta contra alguém que a tenha ferido ou por quem se sinta ferida. Essa força excita constantemente o consciente da pessoa e a assalta especialmente nos momentos em que ela tenta parar. Essa ira, quando dura muito tempo se transforma em raiva e é capaz de prejudicar até o sono da pessoa durante a noite. Pode também dificultar a alimentação. A pessoa assolada pela ira vai enfraquecendo e se vê freqüentemente assaltada pela sensação de ser atacada (especialmente durante o sono, imaginações de ataques de feras selvagens e venenosas). Para Evágrio, a ira não é apenas agressividade. Esta pode ter uma orientação positiva. O problema da ira é que ela se torna uma agressão incontrolada e a pessoa não consegue mais pensar com clareza. É como se a pessoa estivesse possuída. A Ira pode tornar uma pessoa doente, devorando a alma. A Bíblia usa para designar a ira uma expressão (Qesor appaim) que significa literalmente ‘brevidade do sopro’. Na realidade, a ira leva a pessoa perder o fôlego, a respiração fica curta, a pessoa fica sufocada e dá a impressão de estar ‘possuída’. Para Evágrio, a Ira é o que mais desfigura o ser humano, lembrando o verso do salmo 58: ‘sua ira assemelha-se à da serpente’. Ele vai mais além, ao afirmar: ‘não se pense que o demônio seja algo diferente do homem conturbado pela ira’(Carta 56). A Ira corrói o fígado, excita a bílis e, quando reprimida, torna-se particularmente perigosa: pode até gerar úlceras... e, pelo menos, pesadelos e outras perturbações durante o sono. Uma das causas da ira há de encontrar-se na dificuldade de aceitar o outro do jeito que ele é, sobretudo quando o outro não corresponde à imagem que dele fazemos. Aí a mente se irrita e a pessoa é corroída pelo ressentimento, como a ira de uma criança que se irrita por querer tudo na hora. João Cassiano fala da ira como algo que arde no íntimo da pessoa e que explode em palavras ou atos e que é capaz de perdurar dias e dias...
O Remédio para a Ira também é muito bem cuidado pelos Padres do Deserto: em primeiro sugere-se o perdão (perdoarmo-nos uns aos outros por sermos o que somos); em seguida, aprender a expirar, prolongando o fôlego (respiração lenta e profunda). Isto, que para nós pode parecer um conselho de bom senso, é para os Padres do Deserto um grande exercício espiritual. Na linguagem bíblica, para dizer que Deus é paciente, diz-se que Ele tem grandes narinas! A sentença de S. Paulo ‘não se ponha o sol sobre a vossa ira’ (Ef. 4, 26), levava os monges antigos a fazerem, antes de se deitarem, alguns exercícios de respiração, insistindo na expiração, para expulsar toda a ira, dilatando assim as narinas, para cultivar a paciência divina. A grande virtude do monge, contraposta à ira, é a mansidão, entendida não como moleza nem fraqueza, mas como manifestação do perfeito controle do Espírito Santo sobre a parte irascível do nosso ser. Trata-se de uma mansidão transpessoal, que vai além de uma delicadeza de caráter, para se tornar reflexo da harmonização de todas as faculdades do ser humano.
A Missa de Cura e Libertação ocorre na rua Ana Mascarenhas, 12 - Gamboa. Maiores Informações: (21) 2263-3263
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